Agosto, Augusto

Augusto,
Eu sempre escrevo sobre ti..
Sobre como me causa sentimentos inexplicáveis,
sobre como me vira do avesso
e me tira do eixo.

Agosto,
assim te chamo pra personificar
e me fazer parecer menos maluca quando digo que o odeio.
Mas quando eu digo: “Augusto, te odeio!”
Ainda pareço louca, porque me perguntam: “Quem é Augusto?”
E eu não sei ao certo o que responder sobre ti.
Porque você vem como uma ventania que derruba toda e qualquer construção
Faz com que meus planos se alterem em trinta dias de pura imprevisão.
E vai embora sem que eu saiba ao certo quem tu és.

Augusto é a gosto…
Me faz querer morrer,
me põe louca de tanta confusão
Mas deixa sempre uma linda primavera como resultado do furacão.
Não sei se tu faz de propósito pra que eu possa admirar melhor todas as flores
e o raiar das cores
que Setembro tem pra mostrar.
Só sei que sua chegada estremece numa alvorada,
e me faz querer chorar.

Eu sempre escrevo sobre Augusto..
Já que não posso mudar o tempo
Aproveito Agosto pra me mudar..
Mas é que Agosto, Augusto
Sempre demora pra acabar.

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